
O QUE É PERIODONTIA?
PORQUE CUIDAR DA GENGIVA? R: Porque junto com a cárie, a doença da gengiva é a principal causa da perda dos dentes. A doença gengival se inicia de forma sorrateira, com sangramento, mau hálito, modifica a aparência do sorriso (aumentando o espaço entre os dentes) e atualmente, muitos cientistas tem relacionado-a com doenças cardiovasculares. Em 1989 Mattila e colaboradores descreveram que a doença periodontal "pode" estar associada a infartação aguda do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Conseqüentemente, a doença periodontal deve ser tratada, pois ela predispõe a complicações infecciosas como: endocardites, bacteremias e problemas cardíacos.
O QUE É GENGIVITE? R: Paciente com gengivite A gengiva normal (sem doença), apresenta-se na cor rósea e está bem adaptada ao dente. Quando os venenos produzidos pela placa atacam, inicia-se um processo inflamatório que na sua fase inicial, é denominado de GENGIVITE, mostrando sinais clínicos bem evidentes, como: gengiva avermelhada, inchada e sangrando a qualquer pressão mais forte (ao escovar ou até mesmo espontaneamente). Quando a doença invade o espaço de união entre o dente e a gengiva, cria uma "bolsa de pus". Essa bolsa facilita ainda mais a formação da placa, que começa a destruir o osso e as fibras que dão sustentação aos dentes. Esta fase é chamada de PERIODONTITE MODERADA. A doença da gengiva se extenua em maior profundidade, destruindo ainda mais o osso. Como a gengiva está presa ao osso, ela vai se encolhendo (retração gengival) deixando a raiz exposta e, sensível a estímulos térmicos e ácidos e, em conseqüência, predispõe a cáries radiculares. O dente sem suporte vai ficando com maior mobilidade podendo até cair. Esta fase é chamada de PERIODONTITE AVANÇADA. O grande problema é que na maioria dos casos não há dor além dos sangramentos. Isso faz com que os pacientes só procurem ajuda quando o estágio da doença é tão avançado que os dentes já estão moles. Não há dor porque as gengivas, diferentemente dos dentes, têm grande capacidade de expansão. Quando agredidas, sua irrigação aumenta, mas elas têm espaço para receber o sangue adicional. Quanto mais avançada a doença, mais complicado é o tratamento, que vai de raspagens a microcirurgias e implantes dentários.
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